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segunda-feira, 9 de junho de 2014

MINHA ESTRELA


Não vá, você é a minha estrela
E eu olho para o céu, você é a minha herança
Um amor que eu sonhei um amor que eu sempre quis.

Não vá! Não machuque a solidão
E eu olho para o céu,
Minha estrela, minha paixão

segunda-feira, 19 de maio de 2014

CANTO II


O que será?
O sinal do avesso?
Será se nada será?
Ou esse verso?

Foi um verbo...
Conjuguei muito antes
Foi impetro...

Foi um inverno.

sábado, 29 de março de 2014

CANTO I


Espero-te na calçada da ilusão
Subitamente, na minha frente
Eis que surge Ela
A doce donzela...
Vejo-te defronte, em vão
Vai-se... Se vai lentamente
De plácidos passos dançantes
E tão rápido chega ao longe
Indo...
Chega ao fim sem se ver
Vê-la seria desenlace
Soluçando desce seco
Pois de repente só te vejo em meu coração.

O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE!


O hábito da loucura é fugir da lucidez
O hábito da vontade é sentir de quando em vez
O hábito da preguiça é acordar depois das 6
O hábito da menstruação é aparecer de mês em mês
O hábito do bandido é dizer que nunca fez
O hábito da mentira é a gaguez
O hábito do sexo é a nudez
O hábito de Teresina é o calor...quis dizer, é o piauiês
O hábito do enganoso é ser cortês
O hábito do impaciente é não saber esperar a vez
O hábito do arrogante é a estupidez
O hábito do desamor é a rispidez
O hábito da virtude é a não solidez

O hábito da culpa é a negação
O hábito da estrada é a contramão
O hábito da crença é a contrição
O hábito do protesto é a dispersão
O hábito do infiel é a traição
O hábito da perda é a consolação
O hábito da existência é a distinção
O hábito do pecado é redenção
O hábito do desejo é a atração
O hábito da tristeza é a solidão
O hábito do oculto é a interrogação
O hábito da certeza é a revisão
O hábito do sentido é a intuição
O hábito da ideia é a inovação.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A VIDA / MINHA LOUCURA MINHA



A vida


A vida nunca é plana
Sempre planos
Às vezes descoberta, às vezes por baixo dos panos.
A vida é precisa no inexato
Atos, momentos e encantos
É como quem canta um pranto e
Pronto.
A vida nunca é plana...






















MINHA LOUCURA MINHA

ÀS VEZES PENSO EM DEIXAR MINHA LOUCURA,
CONTUDO, SERIA DECRETÁ-LA PRESENTE.
DE LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO,
EMBORA TANTO TENHA EU.

AGORA PASSADO ALGUNS INSTANTES PERCEBO
QUE A LOUCURA SÓ TEM CURA NA PALAVRA...
A LOUCURA NÃO TEM CURA
A LOUCURA NÃO TEM CURA.


ESPELHO


Voraz a madrugada que teima em roubar meu único momento de desapego de tudo e todos. De nada serve reclamar tal lamúria, já que eu mesmo a provoco (creio que sim). Pobre ser esse eu: não sabe o que faz ou o que diz e quando acha que sabe, faz errado. Eis o olhar julgador da minha imagem no espelho, causa-me calafrios. Só me resta buscar refúgio em vontades, pensamentos e verdades... parece ser uma boa saída. Verdade seja dita: preciso mesmo fugir de mim, fugir de tudo e encarar o nada. Nada mais será do jeito que eu pensei um dia, em ter mais calma e ver o sol nascer em vez de crer que o tempo vai parar, parar de pensar demais e fazer o que menos quero: mudar.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

PALAVRAS E MUNDOS

Palavras. Nunca subestime o seu poder. Elas podem mudar o mundo, criar coisas, destruí-las. Vivem em cada um de nós. Sem elas não há mundo. Capazes de mudar fatos e pensamentos, nos transportam para um novo lugar: um mundo onde falamos e pensamos o que queremos. Esses pensamentos são palavras. Palavras fortes ditas em tom vibrante; palavras sussurradas como juras de amor; palavras mudas... com todas elas criamos o nosso mundo. Um mundo de heróis e vilões. Universo paralelo ao nosso entorno, em nosso favor.  Mil sensações, mil ideias, mil lugares. Liberdade de expressão. Tudo isso cria o nosso mundo: desconhecido, totalmente intocado, infinito, particular.


ONDE NASCEM AS CANÇÕES


Uma canção nasce de um sorriso,

de um olhar de um momento que parece e merece ser melódico.

Está em tudo e em todos, pronta pra mostrar-se,

fluir em ondas sonoras a qualquer instante.

Está na respiração, nos sonhos e pesadelos também

Quando alegre ou triste, amando ou sozinho.


É só parar, esperar e senti-las.